Archive from julho, 2014
jul. 28, 2014 - Botequim    Sem comentários

A volta da Confraria do Bode Cheiroso

A Confraria do Bode Cheiroso vai voltar a se reunir. Criada em 1978 por frequentadores do Bar Macaense, na Rua General Canabarro, na Tijuca, ela fez tanto sucesso que, informalmente, emprestou seu nome ao boteco. Hoje, o Macaense é muito mais conhecido como Bar do Bode Cheiroso, ou simplesmente “Bode”. Só que os confrades deixaram de se reunir em 2006. A fama, porém, permanece até hoje.

E agora, com o “Bode” em novas mãos, a confraria será retomada. Em janeiro deste ano, os irmãos Leonardo, de 30 anos, e Emanuella Ribeiro, de 37, compraram a parte que cabia a dois tios. Netos do comerciante Antônio Ribeiro – dono do botequim de 1945 até 1987, quando faleceu -, Leonardo, o Lelê, e Emanuella vão aos poucos dando nova cara ao lugar.

Depois de trocarem as velhas geladeiras por novas e acrescentarem o pernil (refeição ou petisco) ao cardápio, os irmãos prometem ressuscitar a Confraria do Bode Cheiroso, o que deve acontecer até o final do ano. Lelê explica:

– Já comecei a convocar os antigos confrades. Todos estão sendo favoráveis à volta da confraria. Primeiramente, quero começar devagar, pra gente poder voltar a sentir o clima dos eventos. A ideia é fazer um sábado por mês, como antigamente.

Aliás, assim como o Cachambeer, Bar da Gema e, entre outros, o Bar do Momo, famosos botequins do Rio, o Bode Cheiroso tem agora sua própria camiseta, que está à venda no bar. No vídeo, veja abaixo, Lelê conta como surgiu a ideia:

 

jul. 26, 2014 - Opinião    Sem comentários

Meu bom velhinho

Essa relação de neto com os avôs é curiosa. Levando em consideração um modelo talvez mais comum na nossa sociedade, a pessoa começa a perdê-los quando completa uns 25 anos, um pouco antes, um pouco depois. Há exceções, claro, mas vamos lá…

É mais ou menos nesta mesma época que o sujeito passa a tomar grandes decisões e a plantar consequências que irá carregar para o resto da vida. Ele pode ter um pai e (ou) uma mãe, ok! Mas os conselhos dos pais tem menos experiência em si do que os dos avós (esta é uma comparação. Feliz daquele que tem pais para dar conselhos – Aliás, é na multidão de conselhos que a sabedoria faz sua morada).

Os pais, na eterna aflição de verem o filho vencer na vida, sempre optam pelo caminho que lhe parecem mais certo. Nem pensam em sugerir o duvidoso ou um intermediário.

E o conselho de vô é desprendido disso. O velhinho já passou pelo o que o neto está passando e também pelo o que o pai está passando. Hoje, de cabeça branca, viu o mesmo se repetir muitas e muitas vezes. Ele sabe os desfechos das histórias. Um conselho de vô vale mais do que ouro.

Hoje, anos após completar meus 25, já não tenho avôs vivos. Só uma avó, minha querida conselheira que tanto amo. Adoraria passar mais uma tarde na varanda com meus avôs. Sei lá, talvez por serem homens como eu. “O que o senhor faria nesse caso, vovô?” (Eu tenho tantas perguntas!)

Lembro que um deles, certa vez, perguntou-me se eu sabia o que fazer para aprender a andar pelo Rio. Eu tinha uns 14 anos e pensei que ele me deixaria dirigir o táxi dele por aí. Mas não:

– Pega esse ônibus que faz ponto final perto da sua casa e vá até o outro ponto final, lá no Centro da Cidade. No caminho, preste atenção em tudo, na ruas e nas esquinas…

Ai, ai… a saudade é rascante.

Sei que nem todos têm avós que podem dar conselhos. Entretanto, eles, tenham sido bons ou maus, têm muito a dizer. É só filtrar, saber ouvir. Aproveite se você ainda tem um ou uma. Ainda mais que hoje é o dia deles!

Se já não os tem, bola pra frente. Deus não deixa ninguém sozinho. A não ser que essa seja sua vontade, caro leitor (a).

jul. 24, 2014 - Botequim    Sem comentários

A harmonização entre o Bar do Momo e a Duas Cabeças

O Bar do Momo, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, começa a vender hoje quatro rótulos da 2Cabeças, a microcervejaria carioca. São eles: Funk Ipa, Maracujipa, Hi 5 e Caramba. Trata-se de uma medida ousada, já que o Bar do Momo nunca se propôs a ser uma delicatessen ou um loja especializada em cerveja artesanal. Às 19h, inclusive, haverá uma festa para celebrar a parceria.

– Queremos trazer a cerveja artesanal para o botequim. Acho importante democratizar esse tipo de bebida. E aqui nós temos público para beber essas cervejas – explica Toninho.

Atendendo a um pedido deste blog, Toninho e Bernardo Couto, da 2Cabeças, elaboraram uma harmonização entre um petisco do Bar do Momo e um dos rótulos da cervejaria. Couto explica a mistura de sabores.

– Ela é uma cerveja com pouco corpo, mas com um amargor marcante. Esse caráter de lúpulo vai ajudar a limpar a boca em relação à gordura do bolinho.

Veja a harmonização no vídeo e saiba qual cerveja da 2Cabeças combina com o famoso bolinho de arroz do Momo.

jul. 22, 2014 - Música    Sem comentários

Resposta à torcida argentina: do Rio para o mundo!

marca

Você deve ser uma das 2,6 milhões de pessoas alcançadas pelo post de Ancelmo Gois no Facebook sobre a música-resposta à torcida argentina. Tenho certeza de que aquela noite de 12 de julho de 2014, véspera da final da Copa do Mundo, não sairá da memória de quem estava no Samba da Ouvidor e participou da gravação do vídeo.

Como se sabe, eu, JP e Pedrinho da Muda (que são músicos da roda) fizemos a letra seguindo a melodia de “Brasil, decime qué se siente”, que os hermanos cantavam aqui de dois em dois minutos, durante a Copa.

Aí, a turma que estava na roda gostou da paródia e começou a cantar. Eu fiz um dos vídeos. O jornalista João Matheus Ferreira, repórter do Lance!, fez outro. Postamos no domingo, e a versão brasileira se espalhou pelo mundo. Parece até brincadeira, mas a matéria do GLOBO, publicada dia 16/06/2014, prova que não. Veja um trecho:

“A música-resposta dos brasileiros à torcida argentina, publicada em primeira mão no Blog Ancelmo Gois, do GLOBO, ganhou destaque na imprensa internacional.  (…) Além de veículos europeus (da Bélgica e da Espanha), a música foi parar nas páginas da imprensa da América Latina: “Vive Deporte”, do Equador; “Diez”, de Honduras; “El Observador”, do Uruguai; “Cochinopop” e “La Patilla”, da Venezuela; “El Espectador” e “El Tiempo”, da Colômbia; e “El Comércio”, do Peru.”

Ou seja: foi do Samba da Ouvidor, no Centro do Rio de Janeiro, para o mundo!

Veja o vídeo:

Ah… e foi tudo na paz, como as coisas têm que ser. Depois da gravação, a galera ainda cantava a música pelos cantos, e um argentino se aproximou da gente. Era torcedor do River Plate. Ele brincou, pediu pra ler a letra e fingiu debochar. Todo mundo riu, abraçou o hermano e brindou com ele.

Chega de violência!

Falando nisso…  no dia 18/07/2014, o Lance! fez outra matéria, com vídeo e tudo, da galera festejando a repercussão. O lugar escolhido para a gravação é uma espécie de sucursal deste blog, o Bar do Momo, na Tijuca.

Maravilha!

jul. 21, 2014 - Recado    Sem comentários

Chega mais!

A frase logo abaixo do título do blog é um resumo deste espaço virtual: “Neste balcão, a gente conversa sobre tudo que vale a pena”. As viagens, sejam elas boas ou ruins, sempre rendem histórias. A experiência de vida de um amigo ou amiga também. Visitar um restaurante ou um bar novo é algo que vale a pena compartilhar. Mas este blog não é um guia. Nem pretende ser.

Há histórias – boas histórias – que não conseguem espaço em jornais, revistas ou TV. Mas merecem ser contadas! Aliás, tem tanta gente boa fazendo coisas legais por aí… Sabe aquela conversa que você tem à mesa ou num balcão com seus amigos? Pois bem, são essas que espero registrar aqui.

UA-53194424-1
UA-53194424-1