Archive from setembro, 2015
set. 17, 2015 - Feijoada    Sem comentários

No Da Gema, a feijoada que desenha o sábado

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Não escondo meu amor pelo Bar da Gema, boteco da Tijuca que vende “nunca provei nada assim” ou “gente, que delícia” em forma de comida. Os pratos, temperados na medida do inacreditável, desbancam em preço e sabor o cardápio de muito restaurante chiques por aí. E a feijoada da Luiza Souza e do Leandro Amaral, os craques da casa, claro, engrossa esta briga desigual. E entra também para a saborosa lista de feijoadas da Zona Norte carioca, que este blog escreve como se fosse missão.

No Bar da Gema, a gostosura é servida apenas aos sábados, numa porção generosa para três pessoas. Mas, acredite!, satisfaz quatro. Custa R$ 70.

Leva as clássicas calabresa, lombo, costela e carne seca, além de linguiça fina. Esta última faz diferença. Aliás, na hora de preparar a feijoada, a Luiza coloca orelha e pé de porco nas panelas. É para dar sabor.

– Depois, eu tiro e como, já que ninguém come – diz a chef mais fofa do Brasil.

A feijoada é acompanhada por arroz, couve, farofa (a das melhores) e rodelas de laranja.

O Bar da Gema fica na Rua Barão de Mesquita 615, na Tijuca, no Rio de Janeiro – RJ. Tel.: 3549-1480.

set. 11, 2015 - Opinião    Sem comentários

Sobre 11 de setembro

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Foi o que mais chamou atenção quando passei pelo Zuccotti Park, em NY, tempos atrás: o que fazem aquelas pessoas em círculo olhando algo nas mãos? Apesar de próximas à estátua ‘Double check’, de John Seward Johnson, elas não davam muita atenção à obra. Só às vezes. Bem, fui até lá apurar e vi que o sujeito de mochila (à esq.) vendia fotos. Sim, fotos. Eram fotos dos… estragos causados pelo atentado ao World Trade Center, que, 14 anos atrás, tombou a um quarteirão dali. Ele exibia uma foto mostrando destroços, fogo, gente chorando, apontava para a rua e…: “essa foi feita ali” ou “veja só como ficou a estátua logo depois do atentado. Coberta de poeira”. O 11 de setembro americano mudou os EUA, a segurança dos países, regras da aviação, mudou muita gente. Inclusive esse homem da foto, que sobrevive às custas do horror. Que Deus nos livre!

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