jul 3, 2017 - Opinião    Sem comentários

Segurança Presente: suspeita de racismo numa esquina da Lapa

O episódio vivido por Nego Alvaro é um completo absurdo. No fim da noite de sábado, Alvaro, músico, cantor, compositor, pai de família, ainda estava à porta do Beco do Rato, na Lapa, no Rio, onde tocara suas músicas, quando foi abordado por agentes do programa Lapa Presente – um convênio entre Secretaria de Governo do Rio, prefeitura e Fecomércio.

Um dos agentes suspeitou de Nego Alvaro e disse que o levaria para a delegacia. O caso abre feridas e deixa perguntas sem resposta. Do que o agente suspeitou? Terá sido mais um caso racismo?
Ele revistou o Alvaro. Não encontrou nada ilícito. Por que levá-lo para a delegacia? Terá sido abuso de poder?

O vídeo mostra, pelo menos, CINCO agentes do Centro Presente cercando Nego Alvaro. CINCO. Alvaro se identifica, é revistado, prova que é um trabalhador que acabou de deixar o local de trabalho. Nego Alvaro não representa mal nenhum. Ainda assim é levado para a delegacia.

Os CINCO agentes poderiam estar circulando pelo Centro do Rio, coibindo ações criminosas, transmitindo a sensação de segurança aos notívagos. Mas estavam cercando um músico. Perderam um tempo precioso constrangendo um trabalhador.

O despreparo é de causar vergonha.

Só que, diga-se, a culpa não é do Tavares e de seus colegas de colete. Estes apenas reproduzem um dos frutos da ignorância: a luta do povo contra o povo.

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