maio 9, 2016 - Música, Recado    Sem comentários

Domingo tem Dorina e o ‘Segunda-feira’ na Lona João Bosco

dorina
Dorina, a grande cantora, vai abrir as portas da Lona Cultural João Bosco, em Vista Alegre, domingo agora, para o “Segunda-feira, a história do Samba do Trabalhador”.

Eu e alguns músicos do Samba do Trabalhador estaremos lá. Júnior de Oliveira, Luiz Augusto e Alvaro Santos já confirmaram presença. A turma do Samba D’Irajá vai comandar a roda dessa vez.

Uma curiosidade. Eu cresci ali perto e, por muitas vezes, frequentei a “Lona de Vista Alegre”. Agora, anos depois, voltarei lá para apresentar o livro que escrevi. Vai ser legal!

Vamos?

maio 8, 2016 - Crônica, Opinião, Recado    2 Comentários

Uma tarde em uma escola ocupada do Rio

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A ocupação de alunos no Colégio Estadual Compositor Luiz Carlos da Vila, em Manguinhos, completa hoje um mês. Eu visitei a escola ontem, quando um grupo de músicos fez homenagem ao sambista que dá nome ao lugar. É uma da série de atividades que estão acontecendo no colégio enquanto as aulas estão paradas. Os professores do Rio, como sabemos, estão em greve.

Os mestres lutam por aumentos salariais e melhores condições de trabalho. Os alunos, por melhoria na Educação, eleição direta para diretores, aulas de reforço escolar e até pelo fim de policiamento militar dentro da unidade. Segundo o Mapa Ocupaescolario, 72 unidades estão ocupadas por alunos. E os do #OcupaCompositor têm um sonho: reativar uma das piscinas durante a ocupação. Para isso, pedem ajuda para que alguém doe uma bomba de sucção para retirar a água suja de dentro da piscina.

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BEBIDA ALCOÓLICA É PROIBIDA
Ao contrário do que muitos pensam, ocupação não é bagunça. Ao menos essa, que eu visitei. Os alunos criaram regras. Lá dentro, por exemplo, não se pode entrar com armas, nem com drogas ou cigarro de tabaco. Não permitem qualquer divulgação de partido político ou de entidade de movimento estudantil. Não pode ter briga, ninguém pode pichar o colégio e é proibido também a entrada de bebida alcoólica. No sábado, havia uma grande e talentosa roda de samba tocando por horas. E, sobre a mesa, contrariando o costume, não se via nenhuma latinha de cerveja. Não pode. Então… não pode (repare na foto).

roda

Os alunos se revezam para limpar o colégio e cozinhar para quem está vivendo lá dentro. Por isso, pedem doações de material de limpeza, alimentos e dinheiro para comprar gás de cozinha.

De fato, fiquei impressionado com o cuidado que eles têm com a escola. E um dos alunos, Moises Alves, de 17 anos, da comissão geral da ocupação, contou-me algo interessante: a ocupação está devolvendo aos alunos e à comunidade a noção de que o supercolégio pertence a todos.

proibido

Havia a promessa de que o colégio seria usado pela comunidade aos sábados e domingo. O “Compositor”, como os alunos se referem à unidade, tem duas lindas piscinas, uma quadra de esportes e muito espaço para eventos. Mas depois de um tempo, a unidade passou a ficar fechada nos finais de semana.

– Teve morador que passou a entender que o colégio não era mais dele. Teve gente que ficou chateada com isso. E teve morador que pulou aqui para roubar o que tinha, como aparelhos de ar condicionado. Agora, a gente está aqui dentro cuidando de tudo, não deixa ninguém entrar para roubar nada – explica Moises.

A escola tem capacidade para até 1,5 mil alunos, mas hoje não chega a 30 o número dos que cuidam dela. No sábado, não havia qualquer presença do estado, nenhum representante sequer. Durante a ocupação, dezenas de voluntários – músicos, professores, sociólogos etc – aparecem por lá para dar gratuitamente oficinas aos alunos. Outros, batem-papo sobre assuntos que dominam.

E O ANO LETIVO?
Eu perguntei aos alunos se a ocupação não iria atrapalhar o ano letivo. Moises me respondeu.

– As aulas já não aconteciam normalmente. Tinha dia que não dava para ficar dentro da sala por causa do calor ou por falta de professor, de material. Estamos sem aula de educação física há quatro meses. Os laboratórios de ciência e informática foram fechados por falta de material – conta.

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Muita gente tem ido até lá doar livros. Eu fiz isso. Entreguei três cópias do “Segunda-feira, a história do Samba do Trabalhador”. É que um dos 100 verbetes do livro é sobre o grande Luiz Carlos da Vila.

– A gente está recebendo muito livro. Eu fico acordado até às 6h, vigiando a escola. Vou ler todos esses livros que estão chegando aqui… – promete Moises.

Ao tempo em que esse movimento ganha elogios de uns e gera desconfiança em outros, ele parece quixotesco. O governo do Rio não tem dinheiro para quase nada. O cofre está raspado depois que a queda do preço do barril de petróleo atingiu em cheio a economia do estado que tinha nos royalties um de seus sustentos.

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Mas há coisas que podem ser feitas sem dinheiro, como permitir que alunos votem para escolher seus diretores (seria um ótimo exercício para aprenderem a escolher ‘governantes’). Os estudantes também querem ter acesso a todas as salas. Nos primeiros dias de ocupação, veja só, eles entraram numa que vivia fechada e encontram… latas de tinta. Sabe o que fizeram? Pintaram a sala de música, e pintaram direitinho.

Eles também querem que o colégio fique aberto para os moradores da região nos finais de semana, a tão sonhada integração entre comunidade e colégio. Parece-me justo. Afinal, tudo aquilo foi construído com dinheiro público.

É triste ver o estado das piscinas. As fotos não mentem. Tanto dinheiro público para uma área de esporte e lazer virar criadouro de mosquito. E detalhe: ninguém vai preso.

O fim de tudo isso ninguém sabe. Mas uma coisa é certa: há alunos que têm muito a ensinar.

 

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Sobre o C.E. Compositor Luiz Carlos da Vila
A unidade de ensino foi construída dentro do Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC), em Manguinhos, e inaugurada em fevereiro de 2009, pelo então presidente Lula e pelo então governador do Rio Sérgio Cabral. O projeto custou, segundo informado na época, R$ 8,77 milhões, Sendo que o governo federal colocou R$ 7 milhões, e o do estado, R$ 1,77 milhão.

Além da escola, os governos construíram dezenas de unidades habitacionais e reformaram centenas de casas da favela.

maio 2, 2016 - Opinião, Recado    Sem comentários

Que tipo de gente apoia Eduardo Cunha?

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O deputado Eduardo Cunha, do PMDB, deixa seus apoiadores confusos. Ele trabalha para dar reajuste ao Judiciário (inclusive ao STF, onde é réu por corrupção), gerando impacto de R$ 1,1 bilhão nos cofres. Mas chama de ‘irresponsabilidade fiscal’ o aumento do Bolsa Família, que causará impacto pouco menor, de R$ 1 bi.
Os gastos a mais são quase que da mesma ordem de grandeza. Sendo que um, o que ele quer, tramita com rapidez. Outro, feito por seus inimigos políticos, é criticado.

Afinal, que tipo de gente ainda está ao lado de Eduardo Cunha?

abr 29, 2016 - Música, Recado    Sem comentários

Samba do Trabalhador na História

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O Museu da Imagem do Som e o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira dedicam espaço, em suas páginas na internet, para contar um pouco sobre o Samba do Trabalhador. E o fazem usando trechos e informações do “Segunda-feira, a história do Samba do Trabalhador”. Honrado.

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Aliás, no dia 30 de maio, a roda completará 11 anos. Vida longa!

***

Link para o site do MIS.

Link para o Dicionário MPB.

 

Tem ‘novidade’ no Momo: a Feijoada Manequinha

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O Bar do Momo, na Tijuca, está com uma novidade. Na verdade, é um prato antigo, personalizado. Na verdade, é uma homenagem. Trata-se da feijoada Manequinha, a porção individual do feijão servido aqui toda sexta com acréscimo de dois ovos fritos.
Era assim que o Manoel Lopes Filho, o Maneca, cliente fiel da casa, pedia. Agora, primeira sexta-feira sem ele por aqui, o Momo o imortaliza no cardápio.

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Parece que foi ontem…
Numa sexta-feira dessas, não faz muito tempo, apontei lá no Momo pouco depois das 13h. E a feijoada já tinha acabado. Isso acontece com frequência. Desde cedo, as pessoas disputam as mesas do lugar para se deliciar com o prato feito pelo Tonhão, o patriarca do Momo.

A Lorena, sempre gentil, explicou que as carnes da feijoada já tinham acabado, mas daria um jeito.

— Não tem problema. Tendo arroz e feijão já basta… — insisti.

E veio aquela porção maravilhosa de feijão com carne seca e calabresa. Ótimo, não? Eu estava sentado ao lado do Maneca (na foto ao lado), à mesa de número 1, e ele achou que seria pouco. Não pensou duas vezes e pediu dois ovos fritos.

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— Bota aí. Fura a gema, mistura no arroz, no feijão…

Foi assim que provei pela primeira vez a Feijoada Manequinha, que, na época, claro, ainda não tinha esse nome. Saudade!

 

abr 28, 2016 - Botequim, Recado    Sem comentários

Oito bares do Rio viram patrocinadores de times de futebol

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O espírito carioca aprontou mais uma e transformou oito botequins da cidade em… patrocinadores de times de futebol. É mais ou menos isso o que você está pensando. Os botecos estão dando apoio ao Campeonato Fenomenal, um torneio soçaite (ou society) no Alto da Boa Vista. E, com isso, oito das 14 equipes estampam em seus uniformes as marcas desses bares. Os outros times são ‘patrocinados’ por restaurantes e até clínica de fisioterapia e agência de aluguel de apartamentos.

Inspirados na Liga dos Campeões, o badalado torneio da Europa, os times daqui usam camisetas de grandes equipes do Velho Continente, só que com a marca dos botecos cariocas. Este é o oitavo ano do torneio, mas o primeiro com patrocínio dos bares.

Os times, inclusive, levam os nomes dos botequins. É assim: o Bar da Portuguesa, por exemplo, estampa a camisa do Manchester City. Com isso, o time se chama Manchester City/Bar da Portuguesa.

E como o bom carioca, seja de nascença ou espírito, adora torcer por qualquer coisa ou alguém, os donos desses botequins estão, literalmente, vestindo a camisa. Terça passada, Leandro Amaral estava incomodado. É que o Roma/Cachambeer tinha vencido por 8 a 3 o Chelsea/Bar da Gema.

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– Po… 8 a 3!! Mas me disseram que o goleiro não foi, aí tiveram que improvisar… – justificava o cozinheiro (na foto).

Já Marcelo Novaes, do Cachambeer, era só alegria após a primeira rodada do torneio.

– Meu time é pi… – brinca.

E, ao que tudo indica, o casamento entre bares e times deve levar gente para as arquibancadas do torneio.

– Eu vou no próximo jogo. Como é que é? Tem que suar a camisa, tem que ganhar… – cobra Luiza Souza, que divide com Leandro o comando do Da Gema.

Os jogos acontecem toda segunda, no Alto da Boa Vista, no Rio.

Não se sabe se a pressão da Luiza vai dar certo, mas uma coisa é certa: quando o botequim entra em campo, não tem placar em branco.

OS TIMES E OS BARESlele
Atlético de Madrid/Benditho Bar
Barcelona/Bar do Momo
Chelsea/Bar da Gema
Juventus/Dus Deuses
Manchester City/Bar da Portuguesa
Paris Saint-Germain/Bode Cheiroso (vestida ao lado pelo Lelê, do Bode)
Roma/Cachambeer
Real Madrid/Bar Madrid

 

abr 20, 2016 - Botequim    Sem comentários

Porquinho desfiado com barbecue na Rua do Ouvidor

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O Antigamente, restaurante na Rua do Ouvidor, no Centro do Rio, colocou o “Cestinha quer provar” na disputa do Comida di Buteco 2016. Sobre uma cestinha de massa filo há uma porção de carne de porco desfiada com molho barbecue e melaço de cebola. É saboroso.

Uma dica: tente comer o melaço separadamente. Você corre o risco de afundar o nariz nele quando morder a cestinha.

A “Cestinha” lembra de longe o petisco do Sat´s, no concurso do ano passado, que era frango chili desfiado sobre massa de pastel aberto.

Bem, o petisco do Antigamente tem valor. Afinal, carne de porco com barbecue é sempre um bom pedido. Mas custa R$ 23 – duas cestinhas -, o preço de um bom prato feito.

O Antigamente fica na Rua do Ouvidor 43, Centro. Tel.: (21) 2507-5040.

abr 19, 2016 - Botequim    Sem comentários

No Bar do Momo, um hambúrguer com três tipos de carne

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O Antônio Carlos Laffargue, o Toninho, não precisa do Comida di Buteco para criar suas delícias. Inventivo e talentoso, talhado na alta temperatura do fogão do Bar do Momo, ele cozinha no topo do ranking dos chefs do Rio, sempre temperando o cardápio com novidades. Aliás, Toninho é um capítulo à parte na história da gastronomia carioca. E não digo isso por ser fã dele. É questão de justiça mesmo.

Pois bem, embora não precise do concurso, ele criou para o Comida di Buteco o melhor hambúrguer de todos os tempos. Misturou três carnes para chegar a um sabor especial, único, acima da média: costela, cupim e acém.

toninho

O pão é de milho e tem casquinha crocante, como a de um pão francês. E no meio disso tudo… pesto de agrião, queijo mussarela e compota de bacon. A delícia é acompanhada por barbecue de jiló.

Como o nome do bar faz referência ao carnaval, ao Rei Momo – é que um ex-Rei Momo foi dono do boteco anos atraás -, Toninho pegou carona. O hambúrguer – único sanduíche entre os 46 petiscos concorrentes no Rio – se chama Estandarte de Ouro, o prêmio dado aos destaques da festa.

Mas, cá entre nós, poderia se chamar Apoteose, que é o nome da praça ao final da Marquês de Sapucaí, mas também é a ação de incluir alguém entre heróis e deuses. Toninho merece.

O Bar do Momo fica na Rua General Espírito Santo Cardoso 50 – Loja A, Tijuca. Tel.:(21) 2570-9389

abr 18, 2016 - Botequim    Sem comentários

Comida di Buteco: carne de panela com purê de batata e manjericão

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O Comida di Buteco 2016 começou na última sexta, dia 15, levando multidões aos 46 botecos participantes. Comecei pelo Bar da Gema, na Tijuca, onde sempre encontro boa comida e refúgio.

Luiza Souza e Leandro Amaral, os chefs da casa, provaram, mais uma vez, que merecem todos os títulos que carregam no currículo. Colocaram na disputa o Samba de Panela, uma carne de panela no molho de gengibre e purê de batata com manjericão. Ainda tem cebola roxa e tiras de pimentão vermelho para dar mais sabor. E a apresentação do prato já é marca do Bar da Gema. Este ano, a delícia vem numa panelinha linda.

Quando você espera um petisco, eles te oferecem um prato delicioso na porção perfeita. O sabor é daquela comida de domingo que reúne a família ao redor da mesa, sabe? E tem cheiro de alegria.

Cá pra nós, transformar um purê de batata em atração é coisa de quem entende de tempero. Misturado à carne de panela, é casamento perfeito. É para comer em silêncio, aproveitando cada garfada.

O Bar da Gema fica na Rua Barão de Mesquita 615 – Lojas C e D – Tijuca. Tel.: 3549-0857.

abr 18, 2016 - Música, Recado    Sem comentários

‘Segunda-feira’ à venda na Livraria Folha Seca

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A Livraria Folha Seca, na Rua do Ouvidor, Centro do Rio, é a trincheira da resistência cultural da cidade. Ali, você encontra preciosidades sobre o Rio, a música, o samba, a História do país, a boa cultura. E, agora, a Folha Seca está vendendo o “Segunda-feira, a história do Samba do Trabalhador”, com direito a lugar na vitrine. Uma honra para qualquer escritor.

E dentro da livraria, “Segunda-feira” divide o balcão central com obras de Ruy Castro, Paulo Thiago De Mello, Fernando Molica, Chico Otavio e Aloy Jupiara, Marcelo de Mello, Roberto M. Moura, João do Rio, Leonardo Padura…

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