abr 14, 2016 - Música    Sem comentários

O samba e o trabalho: o que conta a História?

mpb
Os primeiros sambistas fizeram muitas letras para maldizer o trabalho e o trabalhador. Bambas como Wilson Baptista (1913-1968), que cultuava a malandragem como poucos. Em “Lenço no pescoço”, de 1933, por exemplo, ele canta que vê “quem trabalha
/Andar no miserê”.

Mas isso mudou com Getulio Vargas, a partir de 1941. O governo passou a dar incentivos, até financeiros, para que os sambistas fizessem músicas enaltecendo o trabalho. Naquele ano, o mesmo Wilson compôs “Emília”, que diz: “Quero uma mulher que saiba lavar e cozinhar/Que de manhã cedo me acorde na hora de trabalhar”.

carlinhos

Quanta diferença, não? Pois é. E, anos e anos depois, uma roda ganhou o nome de “Samba do Trabalhador”. Veja só: o samba que desdenhava da labuta, hoje é do trabalhador.

Juntei essas e outras passagens e as coloquei em um dos capítulos do livro “Segunda-feira, a história do Samba do Trabalhador” (à venda nas livrarias Blooks, Cultura e Travessa).

E o assunto rendeu uma saborosa entrevista no “Camarote do Samba”, programa do Carlinhos de Jesus, na MPB FM. Foi ao ar sábado passado, dia 9/4.

Quem quiser ouvir o papo, basta clicar aqui.

 

*
*
Ah… e aqui estão os links das livrarias:

http://www.travessa.com.br/segunda-feira-a-historia-do-samba-do-trabalhador/artigo/8c75c9a0-9018-4ccf-adf4-6b5d9114bee9.

http://www.livrariacultura.com.br/p/segunda-feira-a-historia-do-samba-do-trabalhador-46283410

abr 12, 2016 - Opinião, Recado    Sem comentários

Há 48 anos, o último discurso de Martin Luther King

king

“Eu posso não chegar lá com vocês. Mas eu quero que vocês saibam que nós, como povo, chegaremos à Terra Prometida.” As palavras são de Martin Luther King Jr., e foram ditas há exatos 48 anos, em Memphis, EUA.

Tempos atrás, eu e meu irmão Tiago conversamos sobre como é nítida a menção que King faz, neste discurso, aos últimos dias de Moisés, que do alto do Monte Nebo (atual Jordânia) viu a “Terra Prometida” (atual Israel e Palestina), que seria a “casa” dos judeus. Uma boa metáfora coloca a Terra Prometida como o céu. Em outra, como uma nova sociedade, na qual todos são iguais.

Pois bem, Moisés não entrou na Terra Prometida física. Morreu pouco depois de vê-la do alto do Nebo. Luther King também não. Foi assassinado um dia depois de fazer este discurso, em 4 de abril de 1968. E, sabendo disso, é de arrepiar reler o trecho: “Eu posso não chegar lá com vocês. Mas eu quero que vocês saibam que nós, como povo, chegaremos à Terra Prometida.”

Certamente, o grande King Jr. se referia à metafórica. E ele tem razão! Mas só vale pra quem acredita.

Veja trecho do último discurso:

 

*

*

Texto originalmente publicado dia 3 de abril de 2016, no Facebook.

abr 5, 2016 - Música, Opinião, Recado    Sem comentários

Cinco de abril: Moacyr Luz, 58 anos

moa113

A festa para Moacyr Luz começou, ontem, no Samba do Trabalhador, um dos frutos de sua imaginação, um dos resultados do seu talento. O artista, violonista, compositor e escritor chega hoje aos 58 anos de vida, 11 discos solos – contando os com o ST e Armando Marçal -, mais de 300 músicas e muita história para contar. À sombra da caramboleira, Moa e muita gente bamba criaram “um samba na segunda-feira”, mas ele, de fato, é o pai do Samba do Trabalhador.

Para escrever o livro sobre a roda, mergulhei em histórias. E o que mais me chamou a atenção foi o fato do Moa ter morado nos quatro cantos desse Rio de Janeiro. Nasceu em Jacarepaguá, na Zona Oeste, e viveu uns anos na Vila Aliança, em Bangu, na mesma região. Morou no Catumbi, no Centro do Rio, e também fez morada pela Zona Sul, em Copacabana e Botafogo. A Zona Norte carioca, claro, não ficou de fora. Ele encontrou pouso pelas bandas do Méier e da Muda, o sub-bairro da Tijuca que te faz querer viver mais.

Essas andanças deram a Moa uma espécie de passaporte da República do Rio de Janeiro. Ele é um legítimo carioca, daqueles cheios de sonhos. E coube à vida realizar o que ele tinha desde menino: torna-se um criador.

Não só de melodias e letras. Criou grupos, movimentos; criou coragem em muita gente. Para os músicos do Samba do Trabalhador, Moa é uma espécie de pai-irmão e conselheiro de todas as horas. Não só deles, verdade seja dita. Moacyr Luz criou caminhos para muitos e para si mesmo. Acertou ao passear da MPB para o samba. Sem rótulos. Ele próprio se define como um “compositor de canções”. Criou possibilidades.

Mesmo tendo entre seus parceiros Aldir Blanc, Paulo César Pinheiro, Sereno, Wilson das Neves, Moa continua criando novas parcerias. E com gente mais nova. Segue alcançando sentimentos com seu jeito manso de cantar e tocando plateias com seu violão bonito.

Aos 58 anos, Moacyr Luz é fonte que não se esgota. Ainda bem.

 

 

 

*

*

*

Crédito da foto: Marluci Martins

abr 1, 2016 - Música, Opinião    Sem comentários

Por que o samba é contra

samba

Nesse assunto espinhoso, por vezes belicoso, que é o atual momento político da nação, tem gente que anda cheia de dedos. Outros, receosos ou sem opinião, preferem o silêncio. Alegam medo. Mas com sambista não tem essa. Se a hora é de luta, ele saca o pandeiro.

A grandiosa maioria deles engrossa o coro de defesa da democracia. Não tem nada a ver com gostar do governo, e sim da liberdade, do voto. É reação natural. O samba já surgiu cantando liberdade. Perseguido ainda no berço, conhece o valor do equilíbrio por ter experimentado a amarga ausência dele.

O samba nasce de uma mistura de culturas, com destaque-mor para a dos negros. E isso faz diferença. Os primeiros bambas tinham ainda vivo nos olhos o horror da escravidão. E cantaram contra ela. O sambista, brasileiros e brasileiras, está na luta faz tempo.

A semente foi sendo passada, e o samba, democrático que só, uniu negros e brancos, pobres e ricos, altos e baixos, homens e mulheres, patrão e empregado, o sapato e o pé descalço. E essa mescla não alterou em nada o seu DNA, que continua impregnado de justiça. É herança para quem veio depois.

Portanto, o samba abraça a luta pela democracia porque é de sua natureza e o faz com a mesma facilidade com a qual o passarinho bate as asas.
Que outro gênero musical dedica tantos versos à liberdade, à igualdade, à paz? Assuntos tão complexos para uma música, não acha? Mas para o samba não é. Pois ele não é entretenimento. É cultura.

Hoje, os sambistas vão para as ruas. Quando eles pensam no futuro, não se esquecem do passado.
É que foram atendidos ao pedirem “Abre as asas sobre mim/Oh, senhora liberdade”;
foram agraciados em outro rogo, feitio de oração: “Que a voz da igualdade seja sempre a nossa voz”;
é que absorveram Candeia (1935-1978):
“Abra a janela do peito e deixe meu samba passar/
Samba não tem preconceito e já vai te libertar/
A liberdade dos prantos e dos desencantos que a vida nos deu/
A liberdade que canto é amor, é esperança pra quem já sofreu/
Cada qual que olhar para trás verá que sempre há uma razão de viver/
Quem guerreia pela paz, a verdadeira paz nunca há de ter.”

Os sambistas vão para as ruas porque é na rua que mora a liberdade. Que seja sempre assim.

**
O desenho é de Elodie Lacaze, artista francesa apaixonada pelo Rio e pela música que essa cidade esculpiu.

 

_____

Texto publicado originalmente no Facebook, dia 31/03/2016

mar 29, 2016 - Música, Opinião    Sem comentários

Samba é filosofia

pandeiro1

O samba deveria ser ensinado nas escolas cariocas. Não necessariamente como uma aula de instrumentos. Até poderia ser, mas me refiro à filosofia dele. Poderia ser matéria eletiva, apenas para acrescentar à formação do indivíduo. Durante a produção do livro “Segunda-feira, a história do Samba do Trabalhador”, perguntei ao jornalista Sérgio Cabral, pai, por que o samba não ocupa o espaço que merece. E ele ensinou: “Porque o samba já nasceu velho”.

Será por isso? Não esqueço a frase. Bem, na outra ponta da questão, estão razões positivas. Primeiro: o samba como o conhecemos foi talhado na cidade do Rio de Janeiro, tem berço no Estácio de Sá.

Segundo: o samba ajuda a contar nossos últimos cem anos. Um professor, por exemplo, poderia explicar as remoções e seus efeitos – sempre em moda por aqui – recorrendo, entre outros, a Sinhô (1888-1930). Nos anos 1920, o plano do urbanista francês Alfred Agache (1875-1959) de remodelar o Rio previa o fim do Morro da Favela – atual Morro da Providência. Sinhô, então, compôs “A favela vai abaixo”: “Minha cabocla, a Favela vai abaixo/Ajunta os ‘troço’, ‘vamo’ embora pro Bangu/Buraco Quente, adeus pra sempre meu buraco/Eu só te esqueço no buraco do Caju”.

Terceiro: os grandes compositores (não todos) levam ouvintes a refletir sobre os próprios passos. São mensageiros de cultura – aquela capaz de influenciar a vida – e de valores que nem mesmo um religioso seria capaz de criticar.

Numa escola que ensina que o Brasil foi “Descoberto” e que, em 1964, viveu um “revolução”, a verdade do samba faria bem. É preciso garimpar letras, pois não há obra perfeita. Um compositor digno de elogios por causa de uns versos, merece crítica por outros. A suma é: ensinem o melhor.

Noel Rosa (1910-1937), nos distantes anos 1930, defendeu, apesar dos preconceitos da época e do que escreveu sobre algumas mulheres, o espaço delas no mercado de trabalho: “Você vai se quiser/Pois a mulher não se deve obrigar a trabalhar/Mas não vai dizer depois/Que você não tem vestido/Que o jantar não dá pra dois”.

O Poeta da Vila parecia entender da importância do combate à homofobia. Em “Mulato bamba”, ele canta: “O mulato é de fato/E sabe fazer frente a qualquer valente/Mas não quer saber de fita nem com mulher bonita/Sei que ele anda agora aborrecido/Porque vive perseguido/Sempre, a toda hora”.

Wilson Baptista (1913-1968), conhecido pela ode à malandragem, faz refletir com uma crítica social: “Você conhece o pedreiro Waldemar?/Não conhece?/Mas eu vou lhe apresentar/De madrugada toma o trem da Circular/Faz tanta casa e não tem casa pra morar”.

Paulo da Portela (1901-1949) acerta em cheio em “Ouro desça do seu trono”, gravada por Candeia (1935-1978): “De tanto ver o poder/Prevalecer na mão do mal/O homem deixa se vender/A honra pelo vil metal(…)/Nessa terra sem paz com tanta guerra/A hipocrisia se venera/O dinheiro é quem impera/Sinto minha alma tristonha/De tanto ver falsidade/E muitos já tem vergonha/Do amor e honestidade”.

São mensagens do passado, mas não obsoletas. Fazem sentido até hoje. É que o samba que já nasceu velho não envelhece mais. Nasceu maduro.

mar 27, 2016 - Música, Opinião    Sem comentários

O mistério do samba

teresa10

Quando Teresa Cristina se aproximou da roda do Samba da Ouvidor, na noite do último sábado, fez brilhar os olhinhos de muita gente. Teresa é uma grande artista. À roda, ela cantou Cartola, Candeia, Paulinho da Viola. Provocou aplausos e confissões do tipo: “ainda bem que eu vim. A chuva assustou, mas eu vim”.

Não foi a primeira vez. Nem será a última. Teresa também não é a única. Dias atrás, Zé Katimba apareceu no Terças Desamplificadas, no Beco do Rato.

Uns sábados antes, Noca da Portela passava pela Praça da Bandeira e reparou que havia uma roda por lá. Era o Samba do Engenho Velho, de Pedrinho da Muda e cia. O velho Noca parou, foi até lá e cantou para delírio dos presentes. Chico Buarque, quem se perdoa por não ter ido?, já deu canja no Semente. Isto também pode ser visto, a cada segunda, no Samba do Trabalhador, cuja a lista de participações é extensa. Até virou livro (rs!).

Teresa Cristina, com seu show “Teresa canta Cartola”, está lotando os teatros. Precisa, inclusive, marcar shows extras para atender à procura do público. Mas isso não a impede de estar ali, num espaço público, sem cobrança de entrada, cantando numa roda de samba.

Em 1995, Hermano Vianna publicou um livro contando como um gênero musical, outrora perseguido pela polícia, virou símbolo da identidade do brasileiro. Deu à obra o título de “O mistério do samba”. Em 2008, Carolina Jabor e Lula Buarque de Hollanda, com produção de Marisa Monte, deram o mesmo nome ao filme que fala da Velha Guarda da Portela.

Contudo, eu penso, com todo o respeito, que o mistério do samba é outro. Ele reside nesses encontros, aqueles que essas plateias assistem despretensiosamente. E esse fenômeno é coisa do samba. Desconheço gênero musical que faça o mesmo. Quando não se espera, uma estrela está mais perto da roda que do céu.

mar 8, 2016 - Música, Opinião    Sem comentários

Elas são fundamentais

teresa

Quando o livro “Segunda-feira, a história do Samba do Trabalhador” versa sobre a formação do Renascença Clube​, deixa claro o tamanho da importância das mulheres nesse processo. Dos 29 fundadores, 18 eram mulheres. Elas foram e são fundamentais. Um trechinho do livro:

“Além desses valores, o Renascença Clube traz consigo a superação do machismo e a valorização da mulher. E o principal exemplo disso, claro, não é o fato de ter sediado inúmeros concursos de beleza feminina ou visto sua Miss Renascença 1964 ganhar o concurso estadual e fama nacional. Nada disso. O exemplo está em sua fundação. No distante ano de 1951, o clube foi criado por 29 sócio-fundadores. Destes, 18 eram mulheres.

O Renascença tinha o que precisava para superar o quadro adverso: os esforços dos sócios e das sócias somados em prol da reabertura, a união de família capaz de afastar as barreiras e, nas veias, o sangue de quem nunca conquistou nada sem luta, muita luta.”

A foto é de ontem, quando o Moacyr Luz E Samba Do Trabalhador​promoveram a ‘roda de autógrafos’ do “Segunda-feira”, no Rena.

O clique é de Tyno Cruz​. O brilho, de Teresa Cristina, uma das artistas mais engajadas na luta pela igualdade. Viva ela!

Feliz dia de luta a todas!

mar 4, 2016 - Música, Recado    Sem comentários

‘Segunda-feira’ no Clube do Samba Acre

clube_acre2

Eis uma daquelas provas de que o Samba do Trabalhador ultrapassa fronteiras. A turma do Clube do Samba Acre, cuja capital, Rio Branco, é distante quase quatro mil quilômetros do Renascença Clube, abriu espaço em sua páginas para o “Segunda-feira, a história do Samba do Trabalhador”.

Agradecido.

 

Link do Clube do Samba Acre:
http://paper.li/ClubeDoSambaAC/1310673180?edition_id=55728620-dd27-11e5-92a5-0cc47a0d1605

mar 4, 2016 - Música, Recado    Sem comentários

O pré-lançamento do ‘Segunda-feira’ foi lindo

ST_2016_2

Horas depois do pré-lançamento do “Segunda-feira, a história do Samba”, ontem, no Renascença Clube, o que bate aqui é alívio, muita felicidade e gratidão. Foi ótimo rever amigos e ver desconhecidos com o livro nas mãos. O mérito é do Samba do Trabalhador, o maior movimento cultural surgido no Rio nos anos 2000.

A tarde e a noite de ontem foram recheadas de momentos lindos. E um dos mais marcantes, sem dúvida, foi o “reencontro” de Wando Ribeiro, Daniel D Oliveira, Winter Junior Junior e Luciano Macedo com o Samba do Trabalhador. Tudo captado pelas lentes de Marluci Martins.

Luciano (no canto esquerdo) é um dos heróis do primeiro dia. Foi ele quem convidou a maior parte do músicos que fariam parte da roda.

Wandinho, Daniel e Winter (no canto direito) são da primeira formação do Samba do Trabalhador. Como o “Segunda-feira” conta, em 2009, o grupo rachou. Alguns músicos se desentenderam, e o “casamento” simplesmente acabou.

Ontem, Wandinho, Winter e Daniel estavam lá cantando ao lado de Moacyr Luz Luz e cia. Deixaram para trás as rugas e, num ato de nobreza, prestigiaram o evento e os companheiros de outrora (Teve quem não conseguiu ir por causa da chuva ou outro motivo).

Esses caras e os músicos do grupo amam a música, o samba. Amam a história que construíram juntos. E, no fim de tudo, pense bem, o que importa mesmo, o que precisa ser lembrado, valorizado, o que precisa existir e resistir é o amor.

Obrigado a todos.

fev 29, 2016 - Música, Opinião    Sem comentários

Deixe-me falar em saudade

  1. image1 (2)

O dia é de alegria. Mas, por favor, deixe-me falar em saudade. A ideia de escrever o livro sobre o Samba do Trabalhador surgiu em 2012. Foi quando me dei conta de que era necessário registrar os acontecimentos desse movimento cultural que atraía mais de mil pessoas a cada segunda. E mais: era preciso, sim, contar as histórias dos bambas que ajudaram a transformar um encontro semanal despretensioso num robusto programa da agenda cultural do Rio de Janeiro.

Dois anos antes, os sambistas tinham se despedido de Denny de Lima e Ratinho, duas figuras conhecidas no Samba do Trabalhador e nas rodas.

“Lá se foram sem colher as merecidas flores em vida”, pensei na época.

Depois, quando o livro já estava sendo escrito, partiram Bandeira Brasil e Efson. Há uma semana, perdemos Mestre Trambique. Antes, bem antes, Camunguelo, meu querido Luiz Carlos da Vila, Gelcy do Cavaco…

“Segunda-feira” fala da importância deles para a roda criada em 30 de maio de 2005, no Renascença. A parte final do livro é de verbetes. São 100 textos sobre cantores, compositores e cantores que contribuíram com o Samba do Trabalhador. Foi o jeito que encontrei de registrar, colocar no papel um pouco da obra desses bambas.

Com isso, “Segunda-feira” fala de saudade. E deixo, na dedicatória, a minha saudade particular. “Segunda-feira” é dedicado ao Luizinho, amigo de infância que adorava o Renascença e vibrou muito ao saber que a história estava sendo escrita.

Não deu tempo dele ver. Também não deu tempo para Efson, Bandeira, Luiz Carlos…

Mas não nos esquerecemos deles. Jamais.

Saudade!image2

Na foto acima, feita pelo Candido Pardal, Denny de Lima (camiseta vermelha) dá canja no Samba do Trabalhador, em 2005. Nela ainda aparecem Bruno Sales (no canto inferior esquerdo), Gabriel Cavalcante (camisa branca) e, em pé, Serjão (camisa amarela), do Sou Samba Sou Raiz.

Páginas:«123456789...16»
UA-53194424-1
UA-53194424-1