fev 26, 2016 - Música, Recado    Sem comentários

A memória do Samba do Trabalhador

caixas

Para escrever “Segunda-feira, a história do Samba do Trabalhador”, eu precisei muito mais do que ouvir relatos. Foi necessário buscar documentos, ler uma ação judicial aberta no fim dos anos 1980 e catar fotos antigas. Esta última tarefa foi facilitada pelo Candido Pardal, fiel frequentador do Samba do Trabalhador, que fotografou todas as rodas nos dois primeiros anos. Todas.

– Procura o Pardal. Ele tem tudo isso – disse-me o Moa, certa vez, quando pedi “fotos de arquivo”.

E tinha mesmo. Pardal fez, em média, umas 20 fotos de cada dia, usando uma daquelas máquinas amadoras antigas. Todas estão guardadas em caixas de sapato, como mostra a foto, e têm marcações indicando as datas.

Essas fotos não são apenas imagens. São documentos. Porque mais do que ilustrar as páginas do livro, os cliques do Pardal me ajudaram a acabar com dúvidas e esclarecer os fatos sobre a história do Samba do Trabalhador.

Por exemplo: no primeiro dia da roda, em 30 de maio de 2005, teve ou não teve sonorização?

Na última vez em que o evento serviu almoço, o prato foi feijoada ou frango com quiabo?

Na cabeça dos sambistas, dos personagens dessas histórias, o ocorrido se confundiu com outras lembranças, e cada um me contava uma coisa.

E as fotos do Pardal me ajudaram a definir: Sim. O primeiro dia da roda contou com microfones e caixas de som. Foi obra do acaso, mas teve sonorização, sim. No livro, eu conto mais sobre isso.

Ah, e o último prato servido foi feijoada.

Grande Pardal!

A foto abaixo mostra o Pardal em ação, fotografando o Gabriel Cavalcante durante canja no Samba do Engenho Velho, ano passado. É do Pardal o flash que ilumina do Da Muda.

pardal

fev 23, 2016 - Recado    Sem comentários

Obrigado, Lan!

convite

– Lan, o senhor bem que podia fazer a capa do livro sobre o Samba do Trabalhador…
– Senhor é o @#&**!
– Desculpa. Eu, eu…
– Mas… claro, claro. Vou te mandar um desenho. Aliás, já falei pro Jorge (o Ferraz, ex-presidente do Renascença) colocar uma das minhas mulatas nas paredes do Renascença. Vai ficar muito melhor!

E assim o superartista Lanfranco Vaselli, de 91 anos, topou participar do projeto do livro. Isso mesmo, como mostra a imagem, a capa de “Segunda-feira, a história do Samba do Trabalhador” é do Lan, o mestre do traço. O pré-lançamento será segunda agora, no Rena, a partir das 16h30min.

A conversa acima aconteceu há um ano. Eu e Fábio Rossi (a foto abaixo é dele) subimos a Serra do Rio para entrevistar o Lan, por causa dos seus 90 anos. Aproveite para fazer o pedido. A matéria foi publicada em O GLOBO, no carnaval passado.

É isso: o livro tem Samba do Trabalhador, Moacyr Luz e cia., Aldir Blanc, Lan…

Até segunda-feira!

lan

 

fev 18, 2016 - Opinião    1 Comentário

Aldir Blanc não gosta de boteco

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Difícil explicar a sensação que bateu aqui quando Aldir Blanc topou escrever a apresentação do livro “Segunda-feira, a história do Samba do Trabalhador”, que será lançado dia 29 agora, no Renascença. No texto, ele fala de muitas coisas. Uma delas foi motivo de nota na coluna Ancelmo Gois, no GLOBO, hoje. O mestre dos versos, entre outras bandeiras, levanta a que pede “flores em vida” para Hermínio Bello de Carvalho.

Além de ser autor da apresentação do livro, Aldir faz parte da história do Samba do Trabalhador. A simples ida dele, junto com o João Bosco, na terceira edição do evento, em junho de 2005, fez a roda ganhar espaço na mídia e multiplicar seu público. E ele foi outras vezes mais.

aldir

Tê-lo no livro é demais. É que o coautor de “Saudade da Guanabara” é um gênio, daqueles que inventam, traduzem sentimentos, redefinem palavras e ações, provocam admiração. Ele faz isso, por exemplo, em “Dry” (Com Moacyr Luz), quando, a seu modo, explica o abandono: “Você saiu dando tchau/Brincou que ao meu lado era o tal/ Fiquei pendurada no adeus como um velho avental”.

Bem, em meio aos agitos do último réveillon, ele leu o livro em três dias. Foi a segunda pessoa a ler o livro (a primeira foi a revisora). Perguntei ao Aldir como poderia retribuir e fiquei sem resposta por uns dias.

Só em 6 de janeiro desse ano, ele resolveu falar alguma coisa. Foi quando recebi um e-mail, com o título “Pedido”. Pensei que, enfim, saberia como retribuir. Mas, neste e-mail, Aldir me mostrou que nem todo pedido é o que eu imagino:

“Daniel:
Relaxa q não é dinheiro, rá, rá… Por favor, NÃO DEIXA a revisão “corrigir” minha forma de escrever BUTECO p/ o nefando “boteco”!”

De quebra, aprendi que Aldir Blanc não gosta de boteco. Prefere buteco, onde pode “ir mofando entre o torresmo e a moela”.

Saúde, mestre!

fev 15, 2016 - Crônica, Opinião    Sem comentários

Se eu fosse como Pablo Picasso…

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Tivesse eu um naco da genialidade de Pablo Picasso (1881-1973), pintaria um quadro feito “Guernica”, o painel que o grande pintor espanhol fez durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939) e representa um bombardeio a civis, na cidade que batiza a obra (acima).

O meu seria bem mais leve, muito mais.  Ele só retrataria um lado triste da folia. Nele, as pessoas estariam inteiras, mas exibindo sofrimento. Em vez de um boi ou cavalo, o meu quadro teria um boneco de dragão chinês, desses que desfilam pelo carnaval carioca. Só que, na boca, em vez de chamas, medo. Teria um pierrô com duas lágrimas no rosto e meninos assustados, apesar de estarem vestidos como lindos palhacinhos.

Se eu fosse como Pablo Picasso, também colocaria nesse quadro alguém de mãos para o alto, como se estivesse pedindo socorro, misericórdia ou ajuda dos céus: “por que usam tanta força?”, “por que fazem isso contra o próximo?”

Se eu fosse como Pablo Picasso, colocaria a “Chiquinha” de um lado do quadro e o “Chaves” do outro. Separados pela confusão. E no alto, no centro da tela, desenharia um elemento que representasse o Rio de Janeiro.

E quando algum guarda municipal carioca viesse me perguntar se eu tinha feito tudo isso, responderia, se eu fosse como Pablo Picasso, da mesma forma que o grande pintor respondeu ao oficial fascista que o questionou sobre “Guernica”:

– Não. Foram vocês que fizeram.

Chega de violência!

fev 13, 2016 - Crônica    Sem comentários

O velho, o moço, a cumplicidade

velho2

Era uma daquelas tarde de carnaval nas quais os vagões do metrô ficam cheios ou vazios de uma hora para a outra. A presença ou ausência de passageiros é ditada pela concentração ou dispersão dos blocos.

O velho e o moço, indiferentes à folia, apenas viajavam de um canto para outro da cidade, quando as portas se abriram e uma moça saiu correndo na direção de um banco. Ela já tinha mais de 30 anos, menos de 40. Tinha nos olhos a simplicidade da maioria dos brasileiros. Tinha pressa também.

Logo que se sentou num banco, bem em frente ao velho e ao moço, esticou uma das mãos e a colocou sobre o assento vazio ao lado. A mulher o guardava para alguém. Dois segundinhos depois, chegou o tal alguém. Um homem, seu marido ou namorado. Não importa. Era o par dela. E, com lugar já reservado, ele se sentou. Deram as mãos, e ela encostou a cabeça no ombro dele, enquanto o sujeito ajeitava uma bolsa térmica entre as pernas.

Talvez estivessem vindo de um bloco. Talvez aquela a bolsa tenha sido usada para carregar latinhas de cerveja ou garrafas de água. Talvez estivessem cansados. Mas isso não importou para o moço.

– Esse pessoal, né? – disse para o velho.
– O que que tem?
– Você não viu? A mulher entrou toda afobada no vagão, saiu correndo atrás de lugar e ainda ficou segurando o banco pro cara que ‘tá’ com ela. Falta de educação!
– Eu vi eles chegando. Mas não vi isso – completou o velho, falando bem baixinho.
– Como não?
– Primeiro que a gente nem conhece o casal para saber o porquê da correria. Se é afobação ou não, falta de educação ou não.
– Ah… foi só o que eu vi.
– Eu sei. Mas pode não ser assim.
– Sei não…
– Depois que conheci sua vó, e lá se vão muitos anos, passei a ver tudo diferente, sabe. E quando ela foi morar no andar lá de cima, tudo ficou aguçado. Vejo gestos como esse de outra forma.
– Po, vô, foi mal. Não sabia que isso ia te fazer lembrar da vovó.
– Tudo bem. Você é só um menino. Ainda não aprendeu a enxergar a cumplicidade. Ela é tão bonita.

fev 2, 2016 - Crônica    1 Comentário

Do sol a Cabral, uma viagem no ‘Quatro doidão’

422

É sempre cheia de assuntos e até aventuras uma viagem no 422, a linha de ônibus que liga o Grajaú ao Cosme Velho, parte da Zona Norte carioca à parte da Zona Sul. O que se diz é que os motoristas queriam mesmo era ser pilotos de Fórmula 1, dada a velocidade que imprimem nas fervilhantes pistas cariocas. Tanto que o “Quatro, dois, dois” é comumente chamado de “Quatro doidão”.

Mas o protagonismo desta história recai sobre um passageiro que, na manhã de hoje, subiu as escadas, vestindo camisa azul escuro e bermuda verde limão, já mirando nos olhos do motorista e perguntando:

– E o sol?

O do volante permaneceu mudo. O sujeito emendou:

– Você acha que o sol é coisa de Deus? Essa bola de fogo lá em cima que prejudica os filhos dele aqui embaixo. Deus é bom. Não ia fazer isso com os filhos dele. Esse calor não é de Deus, não. Essa bola de fogo lá em cima…

O homem, de uns 40 e poucos anos, só parava de falar para respirar e seguia, com fôlego impressionante, seu discurso contra o calor. Falava andando. Sentou-se, falando. Ou melhor, reclamando. Falava, falava. E em voz alta. Não havia um só canto do coletivo protegido do som emitido pelas reclamações do homem de bermuda verde limão.

422_dentro

Nisso, um outro passageiro ensaiou uma intervenção. Era uma tentativa de, sei lá, acalmar o sujeito, tentar trazê-lo para uma conversa a dois, na qual o volume poderia ser mais baixo:

– Ô, meu amigo, o homem está destruindo o Meio Ambiente, né! A camada de Ozônio…

O cara da bermuda verde limão olhou fixamente para ele, parou de falar por uns segundos, e eu pensei: “Será que esse aí é doido-doido a ponto de revidar o papo com uma agressão?”.

Confesso certa aflição. O sujeito que reclamava pelos cotovelos já estava há cinco segundos sem falar (parecia milagre), olhando fixamente para o passageiro ao lado. Três segundos depois, ele reativou a metralhadora de farpas:

– E o Sérgio Cabral? O carioca apertou o verde, depois apertou outra vez. E ainda apertou o verde para o Pezão. Já são 20 anos de Sérgio Cabral. Eles acabaram com o Estado do Rio!

Do sol a Cabral, o passageiro-falante mudou o alvo de suas reclamações. Era doido-doido, mas um doido do bem. Descartou a intervenção do vizinho para continuar falando o que queria:

– Vocês vão votar no Pezão? E ainda tem essa bola de fogo em cima da gente! É uma BO-LA de fogo. É por isso que eu vou para o Alasca, abraçar urso polar e beber coca-cola…

Nada como viajar no “Quatro doidão”.

jan 19, 2016 - Opinião, Recado    Sem comentários

Quando os escafandristas vierem…

Chico_insulto

O caso do insulto a Chico Buarque e à família dele mostra um pouco da loucura que é o mundo de hoje: numa época em que o discurso da tolerância estampa cartazes e campanhas, somos todos intolerantes. Até mesmo quem condena a intolerância.

Como a coluna Ancelmo Gois, no jornal O GLOBO, publicou, sábado passado, o antiquário e jornalista paulista João Pedrosa foi no perfil de Silvia Buarque no Instagram e deixou o seguinte comentário: “Família de canalhas!!! Que orgulho de ser ladrão!!!”

O insulto foi deixado no post com esta foto antiga, que mostra Chico com as filhas Silvia e Helena, ainda meninas.

chico_familia

Não vale entrar no debate político que motivou a agressão verbal. O que chama a atenção é a reação do antiquário – que, depois de saber que seria processado, escreveu uma carta dizendo estar arrependido – e de alguns fãs do grande artista.

A divulgação de que Chico, Marieta e cia pretendem processar João Pedrosa é positiva. Talvez faça muita gente refletir. Afinal, não se pode sair por aí ofendendo os outros.

Uns fãs de Chico e da família dele ficaram revoltados com a atitude de João Pedrosa. Têm todo o direito. Esses abominaram o ataque. Só que… fizeram o mesmo contra o tal João.

Já perdi as contas de quantos insultos foram disparados contra o sujeito, nas redes sociais. Bem, as pessoas são livres, podem fazer o que bem entendem, embora, claro, estejam todas sujeitas aos códigos Penal e Civil. Pedrosa, ao que parece, está aprendendo isso.

O fato é que a injúria de João foi combatida com outras de natureza semelhante.

Afinal, o que querem essas pessoas? Xingar umas às outras, ostentando a certeza de que somente elas estão certas? E isso leva a quê?

Um passo atrás do insulto está a tolerância. Antes, o respeito. No passo anterior, o amor. É difícil dar passos para trás, mas é necessário, e os tempos de hoje nos mostram isso. Porque o ódio contamina e parece se multiplicar mais rapidamente do que o bom sentimento. Será tão difícil assim deixar o ódio de lado?

Sem xingá-lo, discordo de Chico quando ele canta, em suave e linda melodia, que “o amor não tem pressa/Ele pode esperar em silêncio”. No mundo de hoje, tem que ter pressa, sim.

Se o amor não chegar logo, se não fizer parte do dia a dia, quando os escafandristas vierem, não terão nada para explorar aqui. E os futuros amantes, quicá, nem existirão.

jan 16, 2016 - Música    Sem comentários

Noca da Portela, 83 anos

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Com um certo atraso, publico aqui um pouco sobre a festa de 83 anos de Noca da Portela, bamba que levo no coração. Ele comemorou no dia 10 de dezembro – dois dias antes da data mesmo -, no Centro Cultural João Nogueira, o antigo Imperator, no Méier, Zona Norte do Rio. Aqui, ele canta “Mil réis”, samba que compôs com Candeia (1935-1978).

Naquela quinta, eu saí do trabalho às 22h e corri pro Imperator. Assim que cheguei, o velho Noca, que vive convidando a turma para tomar um “chá de macaco”, recebia no palco Nelson Sargento, 91 anos, um amigo de décadas.

A dupla esbanja energia, coloca muito jovem no chinelo. Imaginem vocês: um estava fazendo 83 anos, o outro já tinha 91 anos. Mas a idade não impediu que fizessem o público se divertir, cantar.

Em “Mil réis”, gravado neste vídeo, Noca canta com os netos Daniele e Diogão Pereira. São acompanhados pelo grupo Arruda.

A letra:
Hoje tu voltas aqui com semblante a sorrir
Esperando que eu te receba e te dê
Muitos beijos de amor
Esquecendo afinal o que entre nós se passou
Foi você quem errou
Se ajoelhas aos meus pés, mas não vales mil réis
Te conheço, afinal
Não mereço perder tantos anos da vida
Tentarei te esquecer, perdida

Perdida porque não honraste um homem
Manchaste o meu nome e tudo quanto te ofertei
Jogaste fora, como moeda sem valor, um grande amor
Quem me encontrou, me valorizou

 

jan 5, 2016 - Feijoada    Sem comentários

Feitiço da Vila, a feijoada

feijoada
O Feitiço da Vila é um restaurante, arrumadinho feito de bar de São Paulo, na Boulevard 28 de Setembro, em Vila Isabel. O nome do lugar é o mesmo de uma música de Noel Rosa, grande compositor carioca conhecido também como Poeta da Vila (Isabel). A logo do bar, inclusive, exibe um desenho do autor de “Com que roupa?”.

Pois bem, o Feitiço é mais um lugar que merece estar na lista de feijoadas da Zona Norte carioca, que este blog adora escrever. A delícia é servida por lá às sextas e sábados.

A porção é individual (R$ 30), mas serve duas pessoas. Talvez falte arroz, mas nisso dá-se um jeito.

Uhmmm… repare só nessa guarnição: couve, torresmo e alho frito. Incrível, né? E saborosa também.

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O bar tem ambiente com ar-condicionado e até umas mesas acolchoadas.

Penso que podemos, com todo o respeito, acrescentar uma palavrinha no famoso samba de Noel: “São Paulo dá café, Minas dá leite e a Vila Isabel dá samba… e feijoada!”

O Feitiço da Vila fica no número 330 da 28 de Setembro. Tel.: 2224-2750.

O X do problema

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É bonito quando o Poder Público faz uma estátua em memória de alguém importante. Tem algo de reconhecimento, um quê de gratidão. Mas se não é possível protegê-las, por que fazer novas? Dia destes, atacaram, outra vez, a estátua de Carlos Drummond, em Copacabana, e, na madrugada de ontem, o monumento a Noel Rosa, em Vila Isabel. Aliás, sexta agora se completam 105 anos do nascimento do autor de “O X do problema”, data em que os admiradores de Noel vão à estátua prestar homenagens.

Este ano, o Rio está gastando R$ 1,5 milhão apenas para repor peças furtadas ou danificadas dos monumentos cariocas.

Fora os regulares R$ 2,5 milhões usados, a cada ano, para a manutenção.

Entre chafarizes e monumentos, o Rio tem hoje 1.200 peças que decoram a cidade e ajudam a contar nossas histórias. A Guarda Municipal existe para cuidar do patrimônio público, não é? Pois bem, em vez de gastar mais de R$ 1 milhão por ano com restauração e peças de reposição, não seria menos custoso escalar um grupo de guardas para vigiar essas preciosidades quando a noite cai? Não precisa ficar parado, não.

É fato que nessa vida – e ainda mais nos dias de hoje – há coisas mais duras, mais revoltantes e que mereçam mais nossa indignação e tempo. Mas esses ataques mexem.

Porque esses vândalos não fizeram mal só à obra do escultor Joás Pereira do Passos, ao bairro e ao cofre público. Eles foram lá e, da estátua do garçom (um patrimônio da Humanidade, diga-se), arrancaram o braço esquerdo; da estátua de Noel Rosa, levaram o braço esquerdo e parte da perna direita.

De quem admira a obra do Poeta da Vila, atingiram o coração.

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